18 de janeiro de 2004

Leiam para mim o que eu preciso ler, os clássicos, os novos autores, as novas publicações e me escrevam:

diegodomingos@yahoo.com
A PERFEITA INTEGRAÇÃO DE TRISTEZA E ALEGRIA NA TARDE

Saiba, Amor, que não podes matar tua sede no Mar.
Só um rio pode te saciar.

2002 a.D

DE COMO NÃO CONHECI PRISCILLA PORTO NUM 21 DE ABRIL - Parte IV

Todo texto tem que ter a sua pedra (fundamental) assim como toda pessoa tem o seu karma? Mas todo texto é uma mensagem e toda mensagem tem o seu emissor, sempre diferente ele dos outros dele mesmo a cada vez, emissor que pode não gostar de pedras ou de ficar espalhando nas suas mensagens pistas para uma outra compreensão de seu texto além da principal, que não é nem a do receptor, mas a dele próprio enquanto emissor e receptor privilegiado. Onde está a pedra desta crônica, Priscilla, eles jamais acharão, se a pedra sou eu ou é você ou eles mesmos. Penso que a minha pedra é a mesma do Drummond, aquela mesma do Quintana que atravanca o caminho. Poesia não carece de interpretação, carece de emoção, de amor, dos dois lados da mensagem. Poesia é falta, de beleza, de vida; poeta é ausência, é solidão, é vazio. A palavra é sempre um excesso do espírito. Por isso o poeta é um delator, porque está sempre flagrando os momentos particulares e denunciando-os no megafone, como um orate, deslumbrado com as manifestações da vida que não consegue integrar.