28 de maio de 2006

DE COMO NÃO CONHECI PRISCILLA PORTO NUM 21 DE ABRIL


maginei que pegava o primeiro ônibus, tão próximas as nossas cidades tal qual nossas vidas, e até que ela ia ao meu lado, anônima, estudando-me, desconfiada de alguma coisa. Imaginei mais. Que chegaria e ela se apresentaria, já livre das desconfianças e da minha descrição, que lhe dei. Imaginei as ruas de Ouro Preto -- pra quê, se as conheço? Imaginei-a também, Priscilla, e o que me contaria -- guardei tudo que imaginei, o que você teria dito e o que teria eu respondido. Mas tudo não passou de sonho, de desejo, de projeção. Qual poeta, ou simples operário das letras, não gostaria de ter conhecido a grande Priscilla Porto um pouco antes (de todo mundo) do auge da sua carreira? Eu sim projetei este encontro, e relato-o aqui, tal qual não aconteceu:

diegodomingos@yahoo.com