
Um belo dia você se pega recitando uns versos e não lembra de quem são, até que... ó, são seus mesmo!
Eu sonharei todas as manhãs
Com novas canções me acordando.
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Sem Deus não há mistério.
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Livra-se do livro
e agarra a sorte
morta de esperar.
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Não rimam minha dor com teu amor.
A dor é minha e o teu amor é livre.
Ela está aqui dentro e ele aí fora.
Minha dor é só minha.
Teu amor é de ninguém.
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Se quero escrever ela não vem.
Se quero sair ela chega.
A Poesia é assim.
Num quer o que quem escreve deseja.
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Vivemos na mesma vila
Onde vivem também
Outros vilões e outras heroínas.
A sorte nos sorri da esquina
E quando alcançamos esta
Já não avistamos aquela.